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Ontem, dia 1º de Outubro de 2019, o presidente da China Xi Jinping e o Partido Comunista Chinês comemoraram os 70 Anos da Revolução Comunista Chinesa, com um desfile militar megalomaníaco, obviamente com o intuito de intimidar todos os indivíduos que são contra os abusos do regime ditatorial, que é o regime comunista do governo chinês.

No dia 1º de outubro de 1949, o ditador chinês Mao Tsé-tung, promoveu uma revolução comunista no país, chegando ao poder da máquina burocrática do estado pelo mesmo Partido que hoje comemora o aniversário dessa revolução sangrenta. Naquela época, comunistas tomaram o controle total do governo, polícia e exército — deixando um saldo total de nada menos que 65 milhões de mortos.

É um escândalo, de fato, que poucos ocidentais sequer estejam informados — ou, se estão, não estão conscientes — sobre a sanguinolenta realidade que predominou na China entre os anos de 1949 e 1976, os anos da ditadura comunista de Mao Tsé-tung.

Quantos morreram como resultado das perseguições e das políticas de Mao? Será que você se importaria em adivinhar? Muitas pessoas ao longo dos anos tentaram. Mas elas sempre acabavam subestimando os números. Porém, à medida que mais dados foram aparecendo durante as décadas de 1980 e 90, os especialistas foram se dedicando mais intensamente às investigações e estimativas, os números foram se tornando cada vez mais confiáveis. Mas, ainda assim, eles permanecem imprecisos. Qual a margem de erro com a qual estamos lidando? Ela pode ser, por baixo, de 40 milhões; mas também pode ser de 100 milhões ou mais.

Mas o que levou a morte dessas 65 milhões de pessoas?

Bom, pela política econômica anti livre-mercado.

Grande Salto Adiante foi uma política econômica ditatorial lançada por Mao Tsé-Tung entre 1958 e 1960, que pretendia tornar a República Popular da China uma “nação desenvolvida e socialmente igualitária em tempo recorde”, acelerando políticas de coletivização das propriedades rurais através de uma Reforma Agrária forçada e tirânica feita pelo exército, e por meio da industrialização urbana organizada pelo confisco e realocação de recursos feita pelo estado.

Essa política é considerada a responsável pela Grande Fome Chinesa.

O que foi a Grande Fome Chinesa?

Grande Fome Chinesa, oficialmente referida ironicamente pelo Partido Comunista Chinês como “desastres naturais”, foi o período em que a República Popular da China entre 1958 e 1961, condenou a morte milhões de pessoas, por causa dessas péssimas políticas econômicas anti-capitalistas e pró-socialistas, promovidas por esse gerenciamento central e estatal da economia.

Os historiadores consideram que o Grande Salto Adiante resultou em dezenas de milhões de mortes por causa da abolição dos direitos de propriedade privada. Uma estimativa conservadora do número de mortes feita pelos mais céticos, sugerem que o número de mortos foi mais próximo de 55,6 à 65 milhões de mortos.

Grande Salto Adiante ainda hoje é utilizada como crítica ao modelo de Economia planificada, ao comunismo e à reforma agrária.

Estudiosos da área de homicídio em massa dizem que a maioria de nós não é capaz de imaginar 100 mortos ou 1.000. E, acima disso, tudo vira apenas estatística: os números passam a não ter qualquer sentido conceitual para nós, e a coisa se torna um simples jogo numérico que nos desvia do horror em si. Há um limite de informações horríveis que nosso cérebro pode absorver, um limite de quanto sangue podemos imaginar.

No entanto, há um motivo maior pelo qual o experimento comunista chinês permanece um fato oculto: ele apresenta um argumento forte e decisivo contra a existência do poder do estado, de maneira ainda mais conspícua que os casos de tentativas de criação de economias planificadas pelo estado na Rússia e da Alemanha do século XX.

Mas como os comunistas conseguiram tomar o poder na China?

Esse genocídio horrendo já podia ser pressagiado quando uma guerra civil surgiu na China depois da Segunda Guerra Mundial.

Depois de nove milhões de mortos, os comunistas emergiram vitoriosos em 1949, tendo Mao como o soberano. Assim, a terra de Lao-Tzu (rima, ritmo, paz), do Taoísmo (compaixão, moderação, humildade) e do Confucionismo (piedade, harmonia social, progresso individual) foi confiscada pela importação da mais esquisita matéria-prima jamais conhecida pelos chineses: o marxismo alemão importado via URSS.

O marxismo é uma ideologia que nega toda a lógica, toda a experiência, todas as leis econômicas, todos os direitos de propriedade, e todos os limites sobre o poder do estado, que alega que todas essas noções são meros preconceitos burgueses, e que afirmava que tudo o que é necessário para transformar a sociedade, é criar um núcleo estatal composto por poucas pessoas iluminadas e dotadas de ilimitados poderes coercitivos, para modificar todas as coisas por meio de uma ditadura.

É realmente bizarro pensar nisso: a China, dentre todos os lugares, é um dos que contém pôsteres de Mao-Tsé, Marx e Lênin por todas as paredes dos prédios governamentais, mesmo que eles tenham sido os responsáveis pelo maior genocídio em massa que aconteceu na história do mundo.

Fim da ditadura?

A China ainda é governada por uma ideologia ditatorial, extorsiva e homicida, mas não tanto quanto era antes da morte de Mao-Tsé, que só aconteceu em 1976.

A reforma começou lenta a princípio, mas depois atingiu uma velocidade assustadora. As liberdades civis foram restauradas (comparativamente ao regime anterior) e as reabilitações começaram. Os controles econômicos feitos pelo estado foram gradualmente relaxados. A economia, por virtude da iniciativa humana e da iniciativa econômica privada, se transformou, apesar do estado.

Tendo lido tudo isso, você agora faz parte da minúscula elite de pessoas que sabem alguma coisa sobre o maior campo de morte da história do mundo, que foi no que a China se transformou entre 1949 e 1976 — um experimento de controle total, algo que jamais se viu na história.

A história mais detalhada do terror comunista na China pode ser encontrada entre as páginas 539 e 649 no Livro Negro do Comunismo, no capítulo escrito por Jean-Louis Morgalin, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa Científica Francês.

Mas fique sabendo que esse sistema ainda não foi abolido. Ainda hoje há censura e repressão de dissidentes.

Hoje, a censura que encoberta esse genocídio é implementada pelo único partido político que domina a vida pública do país, o Partido Comunista da China. As regiões administrativas especiais de Hong Kong e Macau têm sistemas legais próprios e têm governos amplamente autossuficientes, pelo que as restrições sobre a liberdade dos chineses não se aplicam nessas regiões.

Os principais assuntos censurados são: os Protestos na Praça da Paz Celestial em 1989Falun Gong, a independência do Tibete, a independência de Taiwan, a corrupçãoviolência policialanarquismoneonazismo, disparidade de renda, segurança alimentarpornografia, além de meios de comunicação que publicam esses assuntos, conteúdo religioso cristão e outros conteúdos mais sensíveis.

Os meios de comunicação censurados são todos aqueles capazes de atingir uma ampla audiência, como televisãomídia impressarádiofilmesteatromensagens de textomensagens instantâneasliteratura e internet.

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