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A falácia da janela quebrada – conhecida também como vidraça quebrada – é um paradoxo criado por Frédéric Bastiat, economista percursor da Escola Austríaca. Ela foi introduzida por ele em um ensaio de 1850 chamado “Ce qu’on voit et ce qu’on ne voit pas”(O que se vê e o que não se vê), onde ele demonstra como custos de oportunidade afetam a economia da maneiras que não são vistas.

A janela de um senhor é quebrada por acidente. Neste momento, além das solidariedades prestadas por aqueles que presenciaram o ocorrido, recebeu também um outro ponto de vista de um dos que ali estava: “Há males que vêm para o bem. São acidentes desse tipo que ajudam a indústria a progredir. É preciso que todos possam ganhar a vida. O que seria dos vidraceiros, se os vidros nunca se quebrassem?” (O que se vê e o que não se vê).

Para reparar os danos serão necessários X reais. Isso fará, após o conserto e remuneração, a indústria de vidros se desenvolver na proporção de X reais. Isso, no entanto, é apenas aquilo que se vê e pode, erroneamente, nos levar à conclusão de que a matriz econômica da sociedade poderia muito bem ser a destruição de bens. Mas o que de fato não se vê?

O senhor lesado pela quebra da janela gastou seu dinheiro no reparo da vidraça e por isso não poderá gastar em outra coisa, como é claro de se imaginar. Não se vê que, caso a vidraça não tivesse sido quebrada, ele poderia ter comprado sapatos novos e colocado um livro a mais em sua biblioteca (para usar os mesmos exemplos que Bastiat em seu livro). Neste caso, a indústria de sapatos seria desenvolvida na proporção de X reais. A diferença é que o senhor teria a vidraça e os sapatos, ao invés de apenas o segundo.

Se o contrário fosse verdadeiro, isto é, se a quebra de bens gerasse riqueza para a sociedade, ao invés de quebrar apenas a vidraça do senhor, seria mais benéfico quebrar sua casa inteira, ou melhor ainda, toda sua vizinhança.

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