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Algum leigo pode argumentar que a função social dos lucros é pagar os impostos e financiar o governo. Não! É o contrário! Os impostos é que servem para diminuir o lucro. Mas vamos começar do começo.

A primeira e principal função de uma empresa é maximizar o lucro de seus acionistas. E há um motivo para isso, somente com o lucro a empresa pode fazer investimentos para aumentar a sua produtividade, recompensar seus acionistas, e incentiva-los a continuar investindo na empresa. Ela pode também se preparar para passar pelos tempos de crise, seja uma crise financeira mundial, ou o roubo de parte de suas mercadorias, e, através de sua longevidade, a empresa pode alcançar recorrentemente as outras funções.

Com a longevidade – e, portanto, o lucro – da empresa, ela pode continuar a servir seus clientes com bens e serviços que satisfaçam as suas necessidades, pode continuar a consumir insumos e matérias primas de seus fornecedores e, pode continuar empregando seus funcionários, sustentando várias famílias de forma direta e indireta.

Fórmula do Lucro

A fórmula secreta para ser ter lucro é bastante simples, basta fazer um produto com a qualidade que os clientes querem, no preço que os clientes estão dispostos a pagar, comprando matéria prima e mão de obra com qualidade correspondente à qualidade do produto final, e claro, reservando uma parte para o governo.

Vamos examinar essa fórmula em maiores detalhes:

  • Os clientes vão responder se querem ou não o produto colocado à disposição deles por meio do investimento, mas dirão isso somente depois que o produto esteja à disposição. Todas as incertezas desde o planejamento da produção até os produtos estarem na prateleira são dos empreendedores: eles não sabem o quanto os consumidores estão dispostos a pagar, o quanto irão comprar ou mesmo se, sequer irão comprar. No caso de produtos similares com histórico de vendas, as incertezas são menores, mas os ganhos também tendem a ser menores.
  • Todos os custos e os riscos são dos empreendedores, eles pagam agora – ou pegam empréstimos para pagar depois – por toda a produção e somente no futuro, depois dos clientes comprarem seus produtos – se comprarem – receberão o seu quinhão.
  • Os clientes definem os preços, eles dizem – ao comprar ou não um produto – se estão dispostos a comprar e a quantidade que estão dispostos a comprar desses produtos nessa qualidade e nesses preços.

Perceba que até agora o empreendedor está à mercê dos clientes, e esses, por meio de seu consumo, votarão com cada Real gasto para decidir se o empreendedor terá ou não lucro.

Dado que é o cliente que define a qualidade e os preços, cabe ao empreendedor decidir se consegue ou não fornecer os produtos a este preço.

  • O empreendedor deve então comprar matérias primas e insumos com a qualidade correspondente ao produto final, pagando preços baixos o suficiente para que seus custos fiquem abaixo do valor de venda e altos o suficiente que garantam a qualidade necessária.
  • O empreendedor deverá ter tecnologia, infraestrutura e bens de produção que o permitam uma produtividade mínima, e estar sempre inovando e melhorando continuamente a produtividade para manter seus custos o mais baixo possível.
  • O empreendedor deverá empregar mão de obra suficientemente qualificada, pagar os salários à altura das qualificações necessárias a fim de manter a produtividade no maior padrão possível.

Perceba que o grande fardo do empreendedor está em gerir sua produção a fim de manter seus custos abaixo do ponto de equilíbrio.

  • No meio deste processo inteiro, ainda há o governo que confisca parte de toda a riqueza produzida pelo empreendedor, e como o empreendedor não pode continuar seu negócio caso este tenha prejuízos repetitivos, os confiscos governamentais devem ser incluídos nos custos dos produtos, aumentando o preço final de vendas e consequentemente diminuindo o consumo.

Consequências do Lucro

As consequências do lucro para os leigos são contra intuitivas, ou seja, é comum pensar que o lucro apenas deixa o empreendedor mais rico e o cliente mais pobre. Mas se olharmos com cuidado e analisarmos, vamos descobrir que é apenas o lucro que vai permitir que os produtos atuais sejam melhorados e/ou custem menos e que novos produtos sejam desenvolvidos.

Quanto mais produtos e serviços à disposição dos consumidores, e que facilitem a sua vida e/ou melhorem sua satisfação como um todo, melhor o padrão de vida da sociedade. É graças ao lucro que temos smartfones, TVs de LED, maquinas de lavar, geladeiras, ar-condicionado, jeans, camisas, sapatos, supermercados, lojas de conveniência, internet e praticamente todos os pequenos luxos que as pessoas nem notam no seu dia-a-dia.

Lucros são a “mão invisível” explicada por Adam Smith, equalizando os desejos dos consumidores com a produção dos empreendedores. Sempre que um setor da economia mostra lucros acima da média, empreendedores são incentivados a apostar naquele setor, aumentando a competição, aumentando a taxa de inovações, produtividade e em última instância colocando mais opções daqueles produtos no mercado e a preços mais baixos, puxando para baixo o lucro do setor até perto da média da economia.

Quando um setor tem lucros abaixo da média, os investidores são incentivados a desinvestir naquele setor e procurar setores mais rentáveis, por um lado diminuindo a oferta (aumentando o preço e os lucros) e de outro realocando os recursos em atividades que requerem mais recursos naquele momento.

É a busca pelo lucro que coloca cada vez mais produtos nas mãos da sociedade – tanto das camadas mais altas como das camadas mais baixas – a preços mais baixos. Mas perceba que essa lógica só funciona nas áreas menos controladas pelo estado. Esse sistema funciona com os aplicativos do UBER e da CABIFY, mas não funciona para os taxis e ônibus de transporte urbano.

Nas áreas com forte controle do estado, quem ganha o jogo não são os empreendedores que melhor adivinham as preferências dos clientes, mas àqueles cujos contatos são mais poderosos e influentes.

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