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Na semana passada, o Federal Reserve respondeu ao pânico do coronavírus de Wall Street com um corte “emergencial” na taxa de juros. Esse corte de emergência falhou em reanimar o mercado de ações, levando a previsões de que o Fed reduzirá novamente as taxas ainda este mês.

Mais cortes nas taxas levariam as taxas de juros a quase zero, ou até abaixo. A redução das taxas de juros pune as pessoas por economizar, incentivando consumidores e empresas a gastar cada centavo que ganham. Isso pode dar à economia um impulso a curto prazo. Mas, inibe o crescimento econômico a longo prazo, esgotando as poupanças necessária para investimentos em negócios e empregos. O resultado dessa política será mais pressão sobre o Fed para manter indefinidamente as taxas de juros baixas e sobre o Congresso e o presidente para criar outra explosão de gastos de “estímulo” do governo.

Eric Rosengren, presidente do Federal Reserve de Boston, sugeriu que o Congresso permita que o Federal Reserve adicione ativos de empresas privadas ao já enorme balanço do Fed. Permitir que o banco central compre ativos e, portanto, assuma uma participação parcial nas empresas privadas, daria ao Federal Reserve uma influência ainda maior sobre a economia. Também poderia permitir que o Fed avançasse uma agenda política, favorecendo, por exemplo, o investimento em empresas de “energia verde” sobre outras empresas ou recusando-se a comprar ativos de varejistas que vendem armas de fogo ou produtos de tabaco.

A proposta de Rosengren de permitir que o banco central “invista” em empresas privadas parece algo que alguém ouviria de socialistas democratas como o senador Bernie Sanders. Isso não é surpreendente, pois todo o sistema de Banco Central é um exemplo didático de socialismo.

A essência da economia socialista é a alocação de recursos pelo governo, assumindo o controle direto dos “meios de produção” ou estabelecendo os preços que as empresas podem cobrar. A manipulação de taxas de juros pelo Banco Central é uma tentativa de definir o preço do dinheiro. As tentativas do Banco Central de definir taxas de juros distorce os sinais enviados pelas taxas aos investidores e empresas. Isso resulta em um boom criado pelo Fed, que é inevitavelmente seguido por um bust criado pelo Fed.

As elites econômicas se beneficiam quando o Banco Central injeta dinheiro novo na economia porque eles têm acesso ao dinheiro criado antes que ocorram aumentos generalizados de preços. Taxas de juros artificialmente baixas também facilitam o crescimento do estado bem-estar social e o militarismo.

As políticas inflacionárias do Federal Reserve prejudicam o americano médio, corroendo o poder de compra do dólar. Isso força os consumidores a confiar em cartões de crédito e outras formas de dívida para manter seu padrão de vida. Muitos americanos são incapazes de comprar suas próprias casas porque estão sobrecarregados com dívidas de empréstimos estudantis que podem até exceder sua renda.

Desde os resgates financeiros de 2008, existe um entendimento crescente de que o sistema atual é manipulado a favor das elites e contra a classe média. Infelizmente, a confusão popular de nosso sistema de neoliberalismo keynesiano com uma economia de livre mercado, combinada com uma mentalidade generalizada de direitos, levou muitos americanos a apoiar o crescente controle governamental de nossa economia.

A chave para reprimir o crescente apoio ao socialismo, tanto à esquerda quanto à direita, é ajudar mais pessoas a entender que o governo grande e os bancos centrais são a causa de seus problemas e que o livre mercado em todas as áreas – e especialmente na moeda – é a solução. É importante que o movimento da liberdade pressione o Congresso para cortar gastos e controlar ou, melhor ainda, acabar com o Banco Central. print

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