fbpx

Por Victor Uehara

Dinheiro x Moeda corrente são duas palavras utilizadas no nosso dia-a-dia e frequentemente confundidas como sinônimos. Esse dois termos muitas vezes são utilizados como se fossem a mesma coisa, mas não são e devem ser utilizados de acordo com cada situação em diferentes cenários.

Existem muitas teorias que apontam as diferenças entre os dois termos, porém em algumas se utilizam termos como dinheiro bom e dinheiro ruim. O primeiro para se referir a ativos de valor real como ouro, prata, Bitcoin, etc. O segundo, dinheiro ruim, para moeda corrente, ou moeda fiduciária. As moedas e cédulas que as pessoas carregam não são tecnicamente dinheiro, mas moeda corrente.

O dinheiro se define como um meio de troca, reserva de valor, unidade de conta e um padrão de pagamento.
Vamos para 6 definições básicas para DINHEIRO e MOEDA CORRENTE:

DINHEIRO:

1-Não pode ser tocado, cheirado, mas pode ser visto em termos numéricos
2-É um conceito intangível
3-Toma forma numérica
4-É lastreado por diferentes coisas, como por exemplo a quantidade em sua conta bancária, a quantidade de ouro em uma pool, a quantidade de bitcoins em uma wallet
5-Modo online, cheque, poupança bancária, criptomoedas, etc
6-Pode ser transferido online

MOEDA CORRENTE

1-É uma moeda promissória ou nota que é apresentada em forma de dinheiro
2-É tangível
3-Toma forma plástica, de papel ou moedas
4-Tem seu lastro no governo pelo sistema fiduciário dos países
5-Moedas e notas físicas
6-Deve ser transferida fisicamente

A maioria do dinheiro moderno é o dinheiro fiduciário porque os governos imprimiram enormes quantias de dinheiro para competir com a inflação desde 1971 quando o presidente do US, Nixon, resolveu abandonar o padrão ouro.
Através dos séculos o termo dinheiro era usado para se referir a moedas feitas de metais raros (ouro e prata) com valor intrínseco (me referindo aqui ao seu valor real de mercado), e para notas com lastro nesses metais. Alguns economistas da escola austríaca no Brasil se referem a moeda fiduciária como dinheiro buscando respaldo na definição de Mises em sua principal obra ¨Ação Humana¨ como ¨de uso comum¨, mas aí é que está o problema.

O sistema monetário naquele tempo era completamente diferente, praticamente todas as moedas do mundo possuíam seu lastro em ouro que era e é reconhecido universalmente como uma reserva de valor. O padrão ouro obrigava os países a seguirem uma disciplina fiscal e monetária em que os países deveriam ter uma quantidade suficiente de ouro para se igualar a quantidade de dinheiro em circulação. É justamente por este motivo que a moeda atendia ao propósito de dinheiro.

A moeda corrente do sistema fiduciário atual não pode e nem deve ser chamada de dinheiro porque não atende ao requisito de ser uma reserva de valor com os gastos dos governos explodindo ao redor do mundo junto com suas moedas correntes através de massiva expansão da base monetária.

Este artigo é uma resposta direta ao Instituto Mises Brasil que publicou um artigo chamado ¨Ouro não é dinheiro¨. Se você guarda moeda corrente, você deve ter a confiança que seu país não vai imprimir seu caminho para fora de seus problemas. Em outra mão por ser escasso o ouro não pode ser inflacionado por governo algum.
Quando o ouro se valoriza não é o preço do ouro que aumenta, mas sim a moeda fiduciária que se desvaloriza, e esse não é um fenômeno recente, mas que vem acontecendo através das décadas. Desde 1971 as moedas fiduciárias perderam 82% do seu valor.

Por fim, o ouro é dinheiro porque não pode ser criado do nada, ao contrário dos bonds e do mercado de ações, o ouro não depende da confiança de nenhum burocrata ou da promessa de boa performance. Ouro é dinheiro porque nenhum político impaciente pode simplesmente criar mais.

Gold is money everything else is credit.

AdBit.biz

Deixe seu comentário: