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Já estive nesse trem. Há 4 anos atrás eu me encaixava em alguma tribo. Como se fossem torcidas: cada um escolhe seu político de estimação e vaia, critica e torce contra o político de estimação do seu “oponente”. Mas já desci do trem faz um tempo e agora só observo ele passar pela estação.

E o que vejo é o seguinte: cada um em sua bolha, só reforçando crenças políticas pré-existentes enquanto deveriam na verdade estar questionando o sistema. “Espera… estou aqui brigando enquanto um cara de gravata recebe um salário de 40 mil mais benefícios (casa, carro, viagem de avião e etc)? E do meu bolso? Por que esses caras precisam ganhar (e gastar) tanto? O que eles estão fazendo para melhorar a minha vida? Meu poder de compra só cai, mas os impostos só aumentam e os serviços públicos só pioram, por quê? Tem alguma coisa errada aqui, não é possível!”

É inacreditável como essas pessoas perdem tanto tempo defendendo político de estimação e não enxergam a realidade latente à sua volta. São as mesmas que não entendem economia, que não fazem idéia do que um Banco Central faz, das consequências dos cortes de juros, reservas bancárias fracionadas, flexibilização quantitativa ou nem mesmo quais são as causas da inflação.

Por que eu sei disso? Porque eu estava nessa mesma situação. No mesmo trem. Mas nesse exato momento estou do lado de fora só observando a confusão. Você olhou pela janela e está me vendo acenar. Cabe a você me ignorar e continuar dentro desse trem desgovernado ou descer e se salvar antes que se machuque feio.

Questione-se. Entenda como estado funciona e conhecerá a aberração que ele é. Não é por causa das pessoas que estão lá, mas por causa da arquitetura do sistema. Ele pode até ter a melhor das intenções mas na prática, o objetivo é um só: te extorquir ao máximo em troca de migalhas. Até que não sobre migalhas para todos. É um arranjo disfuncional.

Não importa quem conduz o trem, o destino será sempre o mesmo: desencarrilhar.

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