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A “elite” de Davos já fala abertamente na criação de uma poderosa e centralizada tecnocracia global

Em julho de 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, os líderes dos EUA, Grã-Bretanha e União Soviética se reuniram em um palácio real da Prússia em Potsdam, cidade vizinha a Berlim, para desenhar uma nova ordem global. Ali foram plantadas as sementes da Guerra Fria.

Hoje, o mapa geopolítico mundial está sendo novamente redesenhado. Desta vez, o motivo para essa mudança é o coronavírus, que a chanceler alemã, Angela Merkel, descreveu como o maior desafio do pós-guerra.

Na metade de um ano dominado por escaladas totalitárias cada vez maiores, os chefes das máfias estatais cada vez mais estimulam o medo em relação a uma crise de saúde, uma crise econômica e uma crise de legitimidade dos governos. Mas qual é o real objetivo por de trás disso?

Além de toda a movimentação rumo a uma centralização total das políticas monetárias e ao fim da privacidade financeira, ressurgiu um pavoroso vídeo feito pelo Fórum Econômico Mundial no qual a elite global explicitamente aponta 8 diretrizes a serem alcançadas até 2030.

Confira:

O item número 1 já diz tudo: “Você não será proprietário de nada, e será feliz”.

O item 2 afirma que os EUA deixarão de ser uma potência.

Já o item número 4 diz: “Você comerá menos carne — Carne será um luxo ocasional, e não um item corriqueiro. É para o bem do ambiente.

O item 5 defende a imigração totalmente irrestrita, dizendo que o aquecimento global gerará refugiados que terão de ser recebidos e integrados sem restrições.

O item 6 deixa implícita a intenção de abolir os combustíveis fósseis.

Já o item 8 fala que os “valores ocidentais” serão revistos e testados.

Com a volta dos lockdowns na Europa pelo o que chamam de “segunda onda”, mesmo com a taxa de mortalidade nas mínimas (o que tem obrigado a grande mídia a fazer malabarismo para defender a medida), o cenário de implantação de uma ditadura socialista vai ficando mais explícito.

O confinamento (lockdown) imposta na esteira da pandemia do coronavírus acelerou a implementação de antigos planos para estabelecer a chamada “nova ordem mundial”. 

E isso não é teoria da conspiração. Já se tornou um objetivo abertamente declarado. Veja nos dois vídeos abaixo:

Sob os auspícios do Fórum Econômico Mundial (WEF – World Economic Forum), os formuladores de políticas globais estão abertamente defendendo um plano intitulado “O Grande Reinício” (The Great Reset), com a explícita intenção de criar uma tecnocracia global centralizadora. 

Não é por acaso que, em 18 de outubro de 2019, na cidade de Nova York, o WEF participou do “Evento 201“, uma “conferência de alto nível”, sobre reações à uma “possível pandemia” meses antes de ela acontecer, organizada pelo John Hopkins Center for Health Security e a Fundação Bill e Melinda Gattes.

Pelo que se depreende do manifesto, essa vindoura tecnocracia envolverá uma estreita cooperação entre os chefes da indústria digital (Big Techs) e os governos. Com programas como “renda mínima garantida” e “assistência médica para todos”, o novo tipo de governança combina um estrito controle da sociedade com a promessa de “justiça social abrangente”.

Essa nova ordem mundial organizada por uma tirania digital e uma vigilância em massa das pessoas virá com um abrangente e astuto “sistema de crédito social“. O governo comunista da República Popular da China é pioneira neste método de vigilância e controle de indivíduos, corporações e entidades sociopolíticas.

Para o indivíduo, sua identidade seria reduzida a um aplicativo ou chip que registra praticamente toda sua atividade pessoal. Para obter alguns direitos individuais, como o de viajar para um determinado local, a pessoa terá de contrabalançar esses privilégios aparentes com sua sujeição a uma rede de regulações que define em detalhes o que vem a ser um “bom comportamento“, o qual deve ser considerado benéfico para a humanidade e para o meio ambiente. 

Por exemplo, durante uma pandemia, esse tipo de controle se estenderia desde a obrigação de usar uma máscara e praticar o distanciamento social até vacinações compulsórias para poder se candidatar a um emprego, comprar algo ou viajar.

Trata-se, em suma, de um tipo de engenharia social comunista que é o oposto de um arranjo social livre e espontâneo. É a antítese daquilo que se pode considerar ‘desenvolvimento’. 

Como o engenheiro mecânico com uma máquina, o engenheiro social — ou tecnocrata — trata a sociedade como um objeto. Diferentemente das brutais supressões do totalitarismo de épocas anteriores, o engenheiro social moderno tentará fazer a máquina social funcionar de forma totalitária por conta própria, de acordo com o projeto original. É a ditadura do politicamente correto levada ao extremo.

Para esse propósito, o engenheiro social deve aplicar as leis da sociedade de forma gradual, orientando de forma dissimulada as escolhas que alteram o comportamento das pessoas de maneiras previsíveis. A teoria comportamental atingiu um estágio de conhecimento que tornou possível praticamente todos os sonhos da engenharia social. As maquinações da engenharia social operam não pela força bruta, mas sutilmente por meio de “cutucões” provenientes de uma mentalidade totalitária disfarçada de consciência social, como sempre apregoou seu papa, Richard Thaler.

Sob a ordem imaginada pelo “Grande Reinício”, o avanço da tecnologia não visa a aprimorar as condições das pessoas, mas sim a submeter o indivíduo à tirania de um estado tecnocrático. “Nossos especialistas sabem o que é melhor”, ou “a ciência deve ser ouvida primeiro” é a justificativa.

A Agenda

O plano para uma revisão e uma reforma geral do mundo é criação de uma elite de corporativistas, políticos e sua comitiva intelectual que costumavam se reunir em Davos, na Suíça, em janeiro de cada ano. Criado em 1971, o Fórum Econômico Mundial (WEF) tornou-se um evento mega-global desde então. Mais de três mil líderes de todo o mundo participaram da reunião em 2020 .

Sob a orientação do Fórum, a agenda do “Grande Reinício” afirma que a concretização da atual transformação industrial requer uma reconfiguração completa da economia, da política e da sociedade. Dado que uma transformação tão abrangente requer a alteração do comportamento humano, o “transhumanismo” obviamente faz parte do programa.

O Grande Reinício será o tema da 51ª reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos, em 2021. A agenda proposta será o compromisso de direcionar a economia mundial para “um futuro mais justo, mais sustentável e mais resiliente”, que todos sabem que fachada para a implantação de mais políticas socialistas. O programa clama por “um novo contrato social” que seja centrado na igualdade racial, na justiça social e na proteção da natureza. 

Segundo o documento, as “mudanças climáticas” exigem que “descarbonizemos a economia” e que o pensamento e o comportamento humano passem a estar “em harmonia com a natureza”. O objetivo é construir “economias mais iguais, inclusivas e sustentáveis”. Essa nova ordem mundial deve ser implementada “urgentemente”, pois a pandemia “deixou nua a insustentabilidade do nosso sistema”, que carece de “coesão social”.

Os defensores do Reinício afirmam que a ONU falhou em estabelecer ordem no mundo e não foi capaz de impor forçosamente sua agenda de desenvolvimento sustentável — conhecida como Agenda 2030 — por causa de sua maneira burocrática, lenta e contraditória de trabalho. 

Por outro lado, as ações do comitê organizacional do Fórum Econômico Mundial são rápidas e inteligentes. Quando um consenso é formado, ele pode ser rapidamente implantado pela elite global em todo o mundo.

Engenharia social

Esse projeto do Grande Reinício é engenharia social na mais pura definição do termo. No entanto, vale ressaltar que a ideologia do Fórum Econômico Mundial não é nem de esquerda nem de direita, nem progressista e nem conservadora; também não é fascista ou comunista. Ela é tecnocrática. Como tal, inclui muitos elementos de ideologias coletivistas anteriores.

Nas últimas décadas, o consenso que surgiu nas reuniões anuais de Davos é o de que o mundo precisa de uma revolução e que reformas sempre demoram muito tempo. Por isso, seus membros querem uma profunda transformação a curto prazo. O intervalo de tempo deve ser tão breve que a maioria das pessoas dificilmente perceberá que está acontecendo uma revolução. A mudança deve ser tão rápida e dramática que aqueles que reconhecerem que uma revolução está acontecendo não terão tempo para se mobilizar contra ela.

A idéia básica do “Grande Reinício” é o mesmo princípio que conduziu as transformações radicais das revoluções francesa, russa e chinesa. É a idéia do racionalismo construtivista incorporado ao estado. Só que projetos como o “Grande Reinício” não oferecem resposta para a pergunta: quem governa o estado? O próprio estado não governa. Ele é apenas um instrumento de poder. Não é o estado abstrato que decide, mas sim os líderes de partidos políticos específicos e de certos grupos sociais.

Os antigos regimes totalitários precisavam de execuções em massa e campos de concentração para manterem seu poder. Hoje, acredita-se que, com a ajuda de novas tecnologias, os dissidentes poderão ser facilmente identificados e marginalizados. Aqueles que não se ajustarem serão silenciados; opiniões que divirjam do “consenso da maioria” serão desqualificadas como moralmente desprezíveis (tipo como já ocorre hoje).

Os lockdowns de 2020 possivelmente oferecem uma prévia de como esse sistema funciona. O lockdown funcionou tão perfeitamente — no sentido de condicionar a população a adotar uma mentalidade bovina — que parece ter sido orquestrado — e talvez tenha sido. Como se seguissem um único comando, os líderes de grandes e pequenas nações — de diferentes estágios de desenvolvimento econômico — implementaram medidas praticamente idênticas.

Muitos governos não apenas agiram em uníssono, como também aplicaram essas medidas com sem ter qualquer consideração pelas terríveis consequências de um bloqueio  econômico global.

Meses de paralisia econômica imposta pelos estados destruíram a base econômica de milhões de famílias. Conjuntamente com o distanciamento social, os lockdowns produziram uma massa de pessoas incapazes de cuidar de si mesmas. Primeiro, os governos destruíram o direito ao próprio sustento; depois, os políticos (os próprios destruidores) se ofereceram como salvadores. A demanda por assistência social não está mais limitada a grupos específicos, mas tornou-se uma necessidade das massas.

Antigamente, dizia-se que a guerra era o que alimentava e dava forças ao estado. Agora, é o temor de doenças. O que temos pela frente não é o aparente aconchego de um benevolente e abrangente estado de bem-estar social, com uma renda mínima garantida e assistência médica e educação para todos. O lockdown e suas consequências trouxeram um aperitivo do que está por vir: um estado de permanente medo, de controle comportamental rigoroso, de perda maciça de empregos e de crescente dependência da “benevolência” de políticos.

Sobre resistência popular

Com as medidas tomadas no rastro da pandemia de Covid-19, foi dado um grande passo para “reiniciar” a economia global (nas palavras de seus próprios proponentes). 

Se não houver resistência popular, o fim da pandemia não significará o fim dos lockdowns, das quarentenas e das medidas de distanciamento social. No momento, porém, os oponentes dessa nova ordem mundial organizada por uma tirania digital ainda têm acesso à mídia e a plataformas para discordar. No entanto, o tempo está se esgotando. Os criadores da nova ordem mundial são espertos. Declarar o coronavírus como uma pandemia foi útil para promover a agenda de seu “Grande Reinício”. 

Somente uma maciça e contínua oposição pode desacelerar e, quem sabe, interromper a ampliação do poder dessa tecnocracia socialista tirânica que está em ascensão.

Sobre a crise financeira que está por vir

No ano de 2020, algo que já era visível nos anos anteriores se tornou ainda mais claro: governos e bancos centrais não conseguem fazer com que suas medidas de “afrouxamento quantitativo” — isto é, impressão de moeda ilimitada com o intuito de “estimular a economia” — cheguem a quem precisa.

Em tese, o objetivo de um afrouxamento quantitativo é prover dinheiro para os bancos, para que estes, então, emprestem para pessoas e empresas, a juros baixos, para assim estimular  o consumo e o investimento.

Na prática, no entanto, boa parte da moeda que é criada pelos Banco Centrais e repassada aos bancos fica retida no próprio sistema bancário. 

Os motivos deste “empoçamento de dinheiro” são vários, mas o principal é o próprio temor dos bancos de levarem calote: em um cenário de juros artificialmente baixos e de grandes incertezas econômicas, emprestar para pessoas e empresas deixa de valer a pena. É pouco rentável e muito arriscado.

Consequentemente, os bancos preferem reter uma parte do dinheiro, e emprestar a outra parte apenas para grandes empresas (com bom histórico de crédito) e, principalmente, para os próprios governos. Daí o fenômeno dos juros reais negativos nos títulos públicos dos países da Europa

Isso explica também toda a baixa inflação de preços. A base monetária criada pelos Bancos Centrais praticamente não entrou na economia.

Este fenômeno, que começou após a crise financeira de 2008, tornou-se ainda mais intenso durante a pandemia de Covid-19. Na Europa, o fenômeno é mais evidente. A expansão monetária feita pelo Banco Central Europeu praticamente não vaza para a economia. Houve apenas um ligeiro aumento na oferta monetária total, nada percentualmente significativo.

Logo, uma ampla mudança no atual sistema monetário e bancário está por vir. E será uma mudança que afetará a todos: os Bancos Centrais passarão a emitir moedas digitais.

Na prática, todos os Bancos Centrais transformarão suas respectivas moedas nacionais em criptomoedas, com funcionamento semelhante ao Bitcoin.

Já se fala abertamente

Essa ideia foi primeiramente levantada pelo presidente do Banco Central da Inglaterra, Mark Carney, no ano passado. Causou algum furor, mas depois passou.

Porém, com a Covid-19, o tema não só foi ressuscitado, como já se encontra em rápida expansão.

Esta monografia do FMI fala sobre o assunto. O título já é explícito: será a maior transformação monetária desde o acordo de Bretton Woods

O mesmo FMI também está fazendo conferências abertas sobre o tema.

Já o Banco Central Europeu foi o mais incisivo e o mais explícito: sua intenção de implantar um euro digital já está avançada.

O Banco Central da Suécia também está adiantado em seus experimentos. Assim como o Banco Central da China.

Nos EUA, alterações regulatórias já foram feitas, permitindo a custódia bancária de ativos digitais, especialmente o Bitcoin. Uma alteração regulatória deste porte significa não apenas a aceitação do governo de que os ativos digitais vieram para ficar, como também o reconhecimento de que eles são o futuro.

E, recentemente, o Federal Reserve passou a falar abertamente sobre o assunto.

O próprio FMI é tão explícito que já faz até enquete aberta nas redes sociais sobre o tema.

Ou seja: moedas digitais emitidas por Bancos Centrais estão chegando. E irão alterar absolutamente tudo.

As consequências

Realmente, como aludiu o FMI, trata-se do maior evento monetário desde Bretton Woods.

Está fora do escopo deste artigo fazer explicações técnicas e detalhadas sobre o funcionamento das moedas digitais. Basta dizer que as Moedas Digitais Emitidas por Bancos Centrais terão um funcionamento similar ao Bitcoin, com a diferença de que, obviamente, serão emitidas pelos governos.

E isso muda tudo.

Na prática, os Bancos Centrais utilizarão a tecnologia blockchain para transformar as moedas nacionais em criptomoedas. Será uma revolução para o sistema financeiro global tão grande quanto a internet.

Consequentemente, o Banco Central terá total controle sobre a circulação desta moeda. Por meio da tecnologia blockchain — que grava toda e qualquer transação financeira — ele saberá, a todo momento, exatamente quem detém qual dígito em qual carteira. Ele saberá a exata quantia que cada indivíduo tem em suas carteiras digitais. A privacidade financeira será uma relíquia do passado.

Mas o real objetivo de uma moeda digital emitida por um Banco Central é outro: uma moeda digital permite que o Banco Central não mais dependa do sistema bancário para fazer sua política monetária. 

Com uma moeda digital, o Banco Central poderá livremente criar moeda e enviá-la diretamente para a carteira eletrônica de quem ele quiser.

Igualmente, o Banco Central também se torna o executor da política fiscal. Por saber exatamente quem detém quantos dígitos, e por estar ciente de toda e qualquer transação monetária (que serão feitas via transferência de dígitos entre carteiras, e que ficam gravadas no blockchain), ele também terá o poder de tributar e redistribuir.

Isso altera completamente, e para sempre, as políticas fiscal e monetária. Os Bancos Centrais não só poderão se tornar os executores da política fiscal, como também poderão fazer uma política fiscal completamente independente das finanças dos governos. 

Eles poderão, por exemplo, enviar moeda diretamente a donos de restaurantes que foram fechados por causa da pandemia, como uma medida de estímulo. Ao mesmo tempo, poderão punir os poupadores impondo juros negativos — ou seja, cobrando juros — a pessoas que tenham muita moeda parada em suas carteiras.

Um sistema de várias taxas de juros, controlado pelo Banco Central, será a norma. Não mais serão os bancos tradicionais que irão determinar os juros de acordo com riscos ou disponibilidade de capital. Os Bancos Centrais poderão estipular o custo de capital que quiserem para qualquer indivíduo ou empresas que escolherem.

Isso também significa que aqueles que têm um histórico ruim de crédito e que hoje só conseguem empréstimos a juros altos poderão conseguir capital a juros menores. 

Vale enfatizar que, no arranjo atual, em termos puramente contábeis, para o Banco Central criar moeda, ele tem de comprar um título do governo (ou um título privado). Ou seja, a criação de moeda tem como contrapartida a compra de uma dívida que vai para o balancete do Banco Central. Com uma moeda digital, isso acaba. A emissão de uma cripto-moeda não gera nenhuma contra-partida contábil. Ao contrário da moeda fiduciária, que representa um passivo para o Banco Central, a moeda digital não é passivo de seu emissor.

E o principal: tal medida será crucial para a imposição de um sistema de Renda Básica Universal. Com a difusão dos smartphones e da internet 5G, mesmo os mais pobres das regiões mais remotas conseguirão receber moedas digitais em suas carteiras diretamente do Banco Central.

Embora isso irá retirar poderes discricionários dos governos, vale ressaltar que tal arranjo fará com que eles sejam absolvidos de qualquer responsabilidade por qualquer crise econômica futura. Não há por que imaginar que os políticos serão contra isso.

Tudo isso fará com que a economia comportamental assuma a dianteira da política econômica. O Big Data e os dados da atividade em tempo real irão alimentar as decisões da política monetária e fiscal. Os Bancos Centrais poderão criar incentivos diretamente, tanto na forma de recompensa quanto de punição. Eles poderão afetar o comportamento humano de uma maneira bem mais sutil e discreta do que as tradicionais políticas monetária e fiscal. Será uma tremenda alteração em tudo o que sabemos sobre economia, principalmente macroeconomia.

Os Bancos Centrais, em suma, terão o poder de criar e destruir moeda diretamente nas carteiras dos cidadãos, contornando completamente o sistema bancário e toda a esclerosada burocracia estatal que, como vimos durante a pandemia, não conseguiu fazer com que os cheques de estímulos chegasse a indivíduos e empresas.

Com efeito, a evolução mais provável é que as pessoas passem a ter suas contas bancárias diretamente no Banco Central, e não mais em bancos convencionais — uma total mudança de paradigmas.

Liberdade e desvalorização

Muitos dirão que tal arranjo representará a total extinção das liberdades e da privacidade. Sim, mas a realidade é que, hoje, já não temos nenhuma privacidade e nenhuma liberdade em relação ao governo e aos banco centrais caso operemos dentro do sistema principal (isto é, caso não utilizemos Bitcoin e ouro em nossas transações).

E também é fato que as grandes empresas de tecnologia — como Google, Facebook, Twitter e afins — já conseguiram dominar a arte de manipular a economia comportamental como uma forma de alterar o comportamento humano. Logo, neste quesito, também não mudará muito.

No entanto, o ponto-chave aqui — além de uma maneira totalmente revolucionária de coletar impostos, de dar incentivos e ministrar punições, e de alterar todo o sistema atual — é um acordo implícito, forjado pelo FMI, de que os Bancos Centrais mundiais poderão expandir a oferta monetária livremente caso combinem forças e atuem conjuntamente

A ideia é que, em não mais do que daqui a 5 anos, os países deixem de usar o dólar no mercado internacional e adotem, para as transações internacionais, uma moeda digital lastreada em uma cesta de moedas (exatamente como era o plano da LIBRA). E então todos eles poderão expandir, conjuntamente, suas moedas digitais nacionais e assim evitar que determinados países sejam penalizados com movimentações acentuadas em suas taxas de câmbio.

A consequência óbvia disso é que haverá uma desvalorização conjunta de todas as moedas mundiais. Poderá isso criar uma inflação de preços estrutural? Não sei, mas tenho certeza que o debate será intenso. Apenas digo que, por causa das mudanças demográficas (população envelhecendo tende a poupar mais) e do avanço tecnológico (que aumenta a produtividade), as pressões deflacionárias também serão fortes.

Mas posso afirmar com total convicção que essas moedas, globalmente, valerão cada vez menos em relação a ativos sólidos — como, aliás, já está acontecendo.

Como se proteger

E é por isso que, neste cenário, ouro e principalmente Bitcoin irão se tornar a maneira de escapar deste sistema de perda de privacidade e destruição de riqueza. Ambos serão o bote salva-vidas. 

O Bitcoin, em específico, é uma reserva de valor totalmente descentralizada. Seus usuários — ao contrários das moedas digitais estatais — permanecem anônimos. Suas transações não podem ser tributadas, pois estão fora do escopo dos Bancos Centrais (pois não foram estes que criaram o Bitcoin).

E o fato de que sua oferta foi programada para jamais superar 21 milhões de unidades faz com que sua qualidade de reserva de valor se torna ainda mais óbvia — além da privacidade. 

Este é o grande poder da descentralização: não há como governos controlarem.

Ademais, com o tempo, o próprio arranjo tende a criar incentivos para que outros países adotem moedas mais sólidas para atrair capital. É tudo uma questão de seus cidadãos reagirem e começarem a abandonar as moedas nacionais em prol de outras mais sólidas — além do Bitcoin e da rede Ethereum (que também tem sua própria moeda digital, o Ether), vale ressaltar que várias empresas privadas emitem hoje moedas digitais 100% lastreadas em ouro. Certamente será uma alternativa.

O fato é que o impacto que este futuro trará para as criptomoedas privadas já existentes será incrivelmente positivo. Quem já estiver posicionado tende a ser dar bem, pois, futuramente, a corrida para elas em busca de proteção de riqueza e de privacidade será cada vez maior.

Para concluir

Em suma: com a abolição do papel-moeda, nenhuma transação ocorrerá em sigilo. Aqueles que quiserem manter sua privacidade e preservar sua riqueza — escapando das desvalorizações das moedas digitais estatais — terão de encontrar uma maneira de recorrer às criptomoedas privadas (inclusive as lastreados em ouro).

Tudo isso é também uma péssima notícia para os bancos, que serão sitiados pelos Bancos Centrais, pelas FinTechs e pelas criptomoedas já existentes. Eles irão continuamente perder seu papel no sistema financeiro.

Já as criptomoedas serão a proteção. Serão a reserva de valor.

Tudo está mudando e irá mudar cada vez mais rápido. Esteja à frente da curva.

AdBit.biz

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