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Infelizmente, muitos libertários, defensores fiéis do direto de se firmar contratos, consideram que o próprio contrato é algo absoluto, e, portanto, afirmam que todo contrato voluntário, qualquer que seja, deve ser legalmente executável na sociedade livre.

O erro deles é não conseguir perceber que o direito de contrato deriva-se completamente do direito de propriedade privada, e que consequentemente os únicos contratos executáveis… São aqueles que protegem a propriedade privada.

Ou seja, os únicos contratos que deveriam ser legítimos dentro de uma sociedade libertária, são aqueles que primeiro respeitam a propriedade privada. Caso contrário, o descumprimento da lei de propriedade privada por uma das partes, implica em roubo ou agressão da propriedade da outra parte, merecendo ser restituída proporcionalmente.

YouTube e Censura à Teorias Conspiratórias

Recentemente o YouTube, site que detém 80% da reserva do mercado de streaming de vídeos na internet, disse que iria censurar determinados tipos de “teorias conspiratórias” dentro da sua plataforma, alterando ou descaracterizando algumas das suas “políticas contratuais” feitas entre os produtores de conteúdo e os donos da plataforma, de forma totalmente arbitrária. Ou seja, os donos vão censurar o que quiserem, sem justificativa alguma.

Levando em conta que o YouTube trabalha com um modelo de captação de dinheiro por colocação de propaganda em cima do conteúdo upado pelos usuários, então ele trabalha com a posse dos dados, (no caso, vídeos) armazenados em servidores físicos.

Quando o YouTube diz que vai censurar vídeos postados dentro desses servidores físicos, alguns libertários incautos vão afirmar que “ele não agride a propriedade de ninguém, já que os dados estão hospedados dentro da sua propriedade, nos seus servidores” e que “propriedade intelectual não existe, já que ela não é escassa, então os vídeos não são propriedade dos produtores deles”.

Essas afirmações estão parcialmente corretas. Vejamos porquê.

YouTube é ou não é uma empresa privada?

Ele corrobora ou não para a agressão de propriedade?

E a resposta é: não, o YouTube não é uma empresa privada, mas sim um monopólio alimentado por uma conglomeração de corporações financiada pela Google, no qual faz parte da agressão de propriedade de terceiros, que é perpetuada pelos Estados Unidos da América, durante mais ou menos 243 anos desde a fundação daquele país.

E não é atoa que querem censurar tudo o que se trata das teorias (fundamentadas) de que o governo norte-americano é o responsável pelo ataque às torres gêmeas, o famoso “inside job”. Na minha opinião, existem muitos indícios verdadeiros de que esse ataque foi sim perpetrado pelo governo. Porém não é essa a questão aqui exposta.

Se formos levar em conta que o YouTube é um site administrado pela Google, e a Google faz parceria com o estado norte-americano, é ÓBVIO que esse conglomerado corporativo, vai censurar tudo o que considera uma ameaça ao seu poder monopolista vigente, de forma arbitrária.

Então voltamos a reflexões dos parágrafos iniciais do artigo, afirmando que: fechar um contrato com uma organização que faz parte de uma transa adúltera com a agressão de propriedade feita em escala maciça, não é respeitar a propriedade privada dentro de um contrato, mas sim, agredi-la.

Logo, deduzimos então que a validade de um contrato entre o YouTube e o usuário que faz upload na plataforma, é praticamente nula.

E sim: quando você faz parte e contribui para a plataforma do YouTube, você ajuda indiretamente os monopolistas que controlam essas organizações que tem parte com estados, agredindo o respeito à propriedade privada, e até contribuindo para burrices positivistas como “lei dos direitos autorais”, que eu explico que é uma palhaçada no item 8 do meu artigo das  73 maneiras de se livrar do estado.

Isso sem escrever que existem diversas outras plataformas de upload de vídeos que dão de 10 a zero no YouTube, que te remuneram por criptomoedas e tem políticas de conteúdo bem mais flexíveis, como o D-Tube, o “YouTube descentralizado”.

Segue o link:

https://d.tube/

Finalizando aqui, quero colocar que para todo o problema que a humanidade possui, o mercado vai dar um jeito de contornar, criando algo melhor, e que poupa discussões como essas que nós estamos tendo.

O melhor remédio para a censura do YouTube é o bom e velho BOICOTE.

AdBit.biz

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