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A confiança em grandes bancos está desaparecendo.

Bitcoin e outras formas de ativos digitais estão aos poucos estabelecendo sua posição no cenário econômico das finanças. Na medida em que o mundo observa tais ativos superando moedas tradicionais em todo lugar, gerações mais novas pendem cada vez mais a criar suspeitas no sistema financeiro padrão já existente. Isso não é surpresa, já que a taxa em que transações monetárias estiveram evoluindo nos últimos anos é simplesmente surpreendente.

De acordo com a pesquisa conduzida em Abril de 2020 pelo site de notícias The Tokenist, onde houve um total de 4852 participantes de 17 países diferentes, 47% dos entrevistados confiam mais em Bitcoin que em grandes bancos. Isso representa um aumento de 29% comparado com os 3 anos anteriores. O destaque é o resultado que o gap de gerações nos mostra: Enquanto 93% de pessoas acima de 65 anos confia mais em grandes bancos, metade dos millenials confia mais em Bitcoins, onde 44% dos mais novos esperam comprar alguns satoshis nos próximos cinco anos.

Esses números podem ser vistos de forma muito positiva para aqueles que acreditam no Bitcoin, mas é preciso ressaltar que estes resultados podem ser enganosos. Primeiramente, a pesquisa foi conduzida através de formulários da plataforma Google Surveys. Segundo, que apesar de haver entrevistados com idade superior a 65 anos, 43% do total está na faixa de idade entre 25 e 35 anos, e apenas 17% desses eram mulheres millenials. Vendo essas estatísticas, qualquer um já poderia argumentar que essa amostra não representa bem o suficiente a população dos países dos entrevistados.

Contudo, o que é de fato muito positivo para o Bitcoin é o rápido avanço em que a percepção das pessoas está mudando, combinado com a tendência dessas pessoas a ter uma mente mais aberta ao tópico. Maioria deles vê o Bitcoin atingindo uma adoção em massa em 10 anos. É compreensível que estes jovens pensam assim por causa do mundo em que eles presenciaram enquanto estavam crescendo. Maioria das pessoas sentem que existe algo de errado com as políticas financeiras ao redor do mundo, mesmo sabendo que elas não são capazes de explicar precisamente o que é. Neste aspecto, pessoas mais jovens são mais propensas a optar por não participar desse sistema tradicional. Eles muitas vezes não têm muito dinheiro, se encontrando, portanto, endividados, ou incapazes de conseguir empregos que remuneram tanto quanto os seus pais recebiam quando tinham sua idade. Por esse motivo eles se sentem excluídos do jogo de ativos financeiros. Isso, combinado com o fato de que millenials foram criados cercados pela internet, por instrumentos inovadores, smartphones, mudanças em ritmos acelerados, e tecnologias disruptivas, fizeram deles os sujeitos ideais para subversão financeira.

Existem quatro fatores principais que podem contribuir cada vez mais para esse cenário virar uma realidade. O primeiro é o inquestionável e obscuro pensamento que pessoas velhas irão vir a falecer. Isso infelizmente implica que o grupo de pessoas mais relutante na questão da mudança irá eventualmente desaparecer, deixando o restante a ser uma maior parcela da sociedade, uma que é de fato aberta a novas dinâmicas financeiras.

O segundo é a confiança nas moedas fiduciárias. Apesar do mundo ter presenciado a existência dessas moedas por vários séculos, a vida útil delas é, em média, menos de 30 anos. O Euro, por exemplo, uma das moedas mais prestigiadas que temos, possui meros 20 anos de idade. Inevitavelmente, millenials começarão a presenciar moedas fiduciárias ao redor do mundo virarem artigos destinados a museus.

O terceiro fator são as crises financeiras recorrentes. Millenials eram apenas crianças quando o crash de 2008 aconteceu, e grandes bancos vieram à falência. Contudo, enquanto jovens adultos, é muito provável que eles presenciem outro grande colapso financeiro, à medida que as dívidas internas ao redor do globo crescem, e as políticas econômicas tomadas por governos tendem mais e mais a uma insanidade fiscal. Alguns já estão sofrendo com o desemprego, e isso simplesmente não passa despercebido pelas pessoas. Maioria dos millenials simplesmente não conseguem imaginar a si mesmos se aposentando usando o dinheiro prometido pelo governo, então eles deveriam de fato estar alertas para outras possibilidades.

O quarto e último fator é a maturidade do ambiente e dos serviços que utilizam Bitcoin. A mudança de percepção apontada pela pesquisa pode ser interpretada como uma consequência de provedores de serviços relacionados a Bitcoins se tornarem mais profissionais no geral. Diferente de alguns anos atrás, com o Bitcoin sendo retratado pelo público em geral como uma mágica da internet, um joguinho nerd, ou até como uma moeda das camadas mais obscuras da internet, hoje existe uma perspectiva bem diferente sobre o assunto. Criptomoedas e seus serviços agora são vistos como uma indústria própria, ou pelo menos, como uma classe de ativos separada, pelo pessoal de Wall Street.

Como a história da humanidade sempre tem demonstrado, a tecnologia é brutal na maneira em que ela muda a vida humana. Ela não se importa com a opinião do establishment, se focando puramente em performance. Se funciona melhor, ela vai ser adotada. Nós já vimos isso com carros, aviões e computadores. Agora é a vez da mudança no dinheiro acontecer e assim cada vez mais a sociedade caminha para a total independência da máfia estatal e a sua queda já estamos enxergando no horizonte do futuro.

Fonte:

AdBit.biz

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